Rio + 20 e a palavra mágica

Publicado em 29 - mar - 2015 Categoria: Proteção ambiental


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Autor: Ivana Maria França de Negri
 
Neste momento histórico, a palavra mágica que parece ter o dom de resolver todos os problemas do planeta, quer ambientais, econômicos, sociais ou políticos, é o termo “sustentável”.
Ser sustentável, segundo os entendidos, é agir ecologicamente, ser economicamente viável e politicamente correto. Há alguns anos ninguém saberia explicar o que é ser sustentável.
Os antigos sabiam o que era prover o próprio sustento, manter uma família, a esposa, os filhos e havia até um termo engraçado “teúda e manteúda” que era a amante, a amásia, aquela que alguns homens às vezes sustentavam por fora.
Cientificamente, a raiz sustenta o caule, que sustenta os galhos, que por sua vez sustentam as folhas, flores e frutos. O tronco humano sustenta o pescoço e a cabeça. O alicerce ou fundação, é a estrutura de ferro ou de concreto colocada sob a terra e que sustentará todo o edifício.
Sustentável, hoje em dia, ganhou novo significado. Segundo o Google e os dicionários, seria aquilo que satisfaz as necessidades da geração atual sem comprometer as necessidades das próximas gerações, um desenvolvimento que não esgota todos os recursos atuais, deixando uma parte deles para o futuro.
Mas será que isso funciona na prática? Ou é só enganação e tudo não passa de mais um teatro montado para impressionar o povo? Será que as pessoas são razoáveis, éticas e sensíveis quando a meta é o poder e a riqueza? Tenho cá minhas dúvidas…
Certa vez perguntaram a Mahatma Gandhi se depois da independência, a Índia seguiria os moldes de vida britânicos e ele respondeu: “a Grã Bretanha precisou de metade dos recursos do planeta para alcançar sua prosperidade. Quantos planetas seriam necessários para que um país como a Índia alcançasse o mesmo patamar?”. Em sua sabedoria, Gandhi mostrou que estava na hora de mudar os modelos de desenvolvimento, que era preciso levar em consideração o meio ambiente e o legado às gerações futuras.
Tomara que a Rio+20 abra um leque de ideias aplicáveis e não seja apenas mais um mega evento midiático de muito discurso e pouca ação. Muito se falará em novas fontes de energia limpa, coleta seletiva, reciclagem, reuso de materiais poluentes, adaptação às irreversíveis mudanças climáticas e tudo verde, muito verde, pois essa é outra palavra muito utilizada pelas empresas que querem se autopromover. Muita prosa, muita pose e pouca ação.
Talvez outras palavrinhas mágicas tenham que ser resgatadas: ética, responsabilidade, consciência, generosidade, harmonia, cooperação, entre outras. É necessário promover ações que diminuam a pegada ecológica do homem sobre a Terra. Penso que tudo o que for falado, mostrado e decidido, será de pouca importância se as pessoas não se conscientizarem que fazem parte da natureza como todos os outros seres que exploram. E a natureza não foi criada para ser abusada pelo homem. Que o documento final dessa conferência seja como uma bíblia para os povos e as ideias nele contidas sejam postas em prática o mais rapidamente possível..
Os índios tinham toda a razão ao afirmarem que o homem pertence à Terra, mas a Terra não pertence ao Homem.
E que nosso amado e maltratado planeta, qual a lendária Fênix, consiga renascer das próprias cinzas.